A Academia Mineira de Medicina despediu-se, no dia 22 de fevereiro de 2026, de seu Presidente Emérito, o Acadêmico José Raimundo da Silva Lippi, ocupante da Cadeira nº 86, cujo Patrono é o Dr. Washington Ferreira Pires.
Empossado em 18 de maio de 2007, Dr. Lippi foi Presidente da AMM no biênio 2017–2019 e promovido a Emérito em 2016. Destacou-se como pioneiro na Psiquiatria da Criança e do Adolescente, sendo reconhecido nacional e internacionalmente. Construiu uma trajetória marcada pelo compromisso inabalável com a Medicina, pela dedicação à vida acadêmica e à formação de discípulos, pela criação de serviços especializados e por sua contribuição generosa à vida associativa na Psiquiatria e à própria AMM. Deixa um legado precioso, registrado em livros e publicações que perpetuam sua visão e seu saber.
A cerimônia de despedida foi serena e amorosa, contando com a presença de familiares — filhas e netos —, amigos queridos, colegas e alunos. A AMM esteve representada por inúmeros Acadêmicos, entre eles a Presidente Elizabeth Costa Dias, o Vice-Presidente Manoel Otávio da Costa Rocha, os Diretores Saulo Cavalcanti, Walter dos Reis Caixeta Braga e Claudia Fonseca Pereira; os Conselheiros José Carlos de Carvalho Gallinari e Vinícius Cotta Barbosa; além dos Acadêmicos Paulo Kleber e Regina Lunardi.
Os oradores oficiais da AMM, Acadêmicos Ernesto Lentz Monteiro e Geraldo Magela Gomes da Cruz, expressaram com brilhantismo a força da presença do Prof. Lippi, emocionando profundamente os presentes.
Na abertura dos trabalhos da Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada em 24 de fevereiro, a Presidente da AMM, Acadêmica Elizabeth Costa Dias, iniciou a sessão prestando uma homenagem singela ao ilustre Acadêmico, Professor e Presidente Emérito, José Raimundo da Silva Lippi, que nos deixou nesta semana. Na oportunidade, ressaltou as inúmeras qualidades do Dr. Lippi, como médico e ser humano extraordinário, afirmando que ele deixa um legado que enche de orgulho a AMM e que todos se comprometem a honrar.
Destacou ainda que sua luta e engajamento — uma vida dedicada à defesa das crianças e adolescentes — foram e seguem sendo cada vez mais necessários, conclamando à ampliação e à visibilidade dessa causa. Ao final, convidou os presentes a fazerem um minuto de silêncio em honra à sua memória, agradecendo por sua existência e desejando paz e serenidade aos familiares e aos muitos alunos e alunas que nele encontram uma forte e permanente referência.
Fica a saudade. Fica o exemplo. Fica a história construída e o legado de dignidade, honra e dedicação que permanecerá vivo na memória da Medicina mineira e brasileira.